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domingo, 22 de dezembro de 2013

Anticristo (Antichrist)

    Um filme de cenas perturbadoras e polêmicas, como é de costume na obra de Lars Von Trier, que provocam angústia, medo, dor, fascinação. É aquele tipo de obra que, quando termina, te deixa pensando, tentando interpretar os diálogos, os sentimentos dos personagens e o fechamento da história. E que depois, ao trocar impressões sobre ele com algum amigo, há a percepção de que existem muitas visões diferentes sobre o filme, pois ele tem a característica de estar aberto a essas inúmeras possibilidades de entendimento.
    A história: um casal -sem nome- perdeu seu filho pequeno num (talvez) acidente doméstico. A mulher entra em um estado de depressão profunda. O homem, terapeuta, decide submetê-la a uma cura terapêutica e a leva para uma cabana isolada no meio de uma floresta densa e escura. Ao desenvolver esse tratamento, o homem também inicia uma pesquisa sobre os sentimentos de sua mulher; enquanto isso, ela vai revelando toda a complexidade de sua culpa, dor e de seu desejo sexual.
    Essa história, aparentemente, poderia ser lida como um clichê do cinema: casal perde o filho e tenta lidar com isso. Mas a maneira como é contada faz toda a diferença para a reação das pessoas em relação ao filme: muitos acharam genial, muitos, repugnante. Acho bastante interessante a maneira como o "verdadeiro" tema do filme vai se revelando aos poucos. E acho ainda que o mergulho na mente de um personagem perturbado não pode mesmo ser indolor e fácil. É da escolha do espectador decidir mergulhar ou não.
    O mais legal do filme: o prólogo, de fotografia belíssima em P&B, que conta a história da morte do filho, com trilha sonora de uma ópera de Handel.

Trailer

Ficha técnica
Antichrist (2009)
Direção: Lars Von Trier
Elenco: Charlotte Gainsbourg, Willem Dafoe
Duração: 104 minutos
  


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mama

    Se você gosta de tomar vários sustos ao assistir um filme, assista este. Se aprecia uma boa fotografia, assista esse filme. Se independentemente do gênero do filme, gosta de uma boa história que vai aos poucos sendo revelada, esse filme também é pra você. Se admira o trabalho do cineasta Guillermo Del Toro (não conhece? Pois conheça, e comece com "O labirinto do Fauno" e "O Orfanato"), assista-o também, pois é a sua mais nova produção.
    Um homem transtornado por algo que não se explica muito bem, mata seus dois sócios e sua esposa. Pega as duas filhas, Lilly de 1 ano e Victoria de 3, e, em alta velocidade, dirige por uma estrada escorregadia, coberta por neve (cena lindíssima, aliás). Chegam a uma cabana abandonada no meio de uma floresta, onde o homem desaparece. As pequenas garotas ficam, aparentemente, sozinhas. Tudo isso ocorre nos primeiros dez minutos de filme.
    Cinco anos depois, o tio das garotas, irmão de seu pai, ainda as procura, a despeito da improbabilidade de estarem vivas, depois de tanto tempo. Mas elas estão, e são encontradas na mesma cabana em que foram deixadas. Palmas para a cena que mostra esse encontro!
    De volta à sociedade, Victoria e Lilly têm que se adaptar a uma nova vida, indo morar com seu tio Lucas e sua namorada Annabel, e tendo consultas com o Dr. Dreyfuss, um psiquiatra muito interessado no caso. Mas elas ainda guardam uma relação com sua vida na cabana, já que "amor de mãe é eterno", como descrito no subtítulo do filme...
    O mais legal do filme: Lilly, vivida pela pequena grande atriz Isabelle Nélisse.

Trailer

Ficha Técnica
Mama (2013)
Direção: Andrés Muschietti
Elenco: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier, Isabelle Nélisse, Daniel Kash
Duração: 100 minutos