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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Que Os Homens Falam (Una Pistola En Cada Mano)

    Estamos carecas de ouvir aqueles ditados dizendo "Todo homem pensa...", "Toda mulher sonha...", "Os homens são muito...", "As mulheres odeiam...", como se homens e mulheres fossem todos iguais apenas por terem determinado gênero. Um destes ditados diz que homens não sabem se expressar e que não falam sobre seus sentimentos com os amigos. Será verdade? Será que todos os homens são assim? E ainda, será que os homens querem ser vistos desta forma?
    Esta comédia espanhola, que só por ter o fantástico Ricardo Darín no elenco já vale a ida ao cinema, aborda sentimentos e fragilidades masculinos, e como os homens os expressam, com diálogos inteligentes e engraçadíssimos. Em situações inusitadas, os oito personagens quarentões desse filme ou falam demais, ou falam de menos.
     A obra é composta por várias histórias independentes, contadas em cenas que duram, em média, quinze minutos. Quinze minutos de diálogo e o tempo passa voando! Tanto os diálogos entre homens, quanto os diálogos com mulheres, demonstram que os homens muitas vezes não falam sobre seus problemas por vergonha ou por não terem sido acostumados a fazê-lo, e que outros têm buscado aprender a falar, motivados ou não por suas companheiras. As mulheres do filme, aliás, são a personificação da praticidade, característica geralmente associada ao estereótipo masculino. São elas que demonstram aos homens, perdidos em suas crises de meia-idade, que a vida só é complicada para quem a complica.
    O mais legal do filme: Há cenas realmente hilárias, mas se eu pudesse escolher uma pra assistir novamente, seria esta da foto que ilustra o post. É a melhor!


Ficha Técnica
Una Pistola En Cada Mano (2012)
Direção: Cesc Gay
Elenco: Ricardo Darín, Javier Cámara, Candela Peña, etc.
Duração: 95 minutos

domingo, 15 de setembro de 2013

Se Beber, Não Case! (The Hangover)

    Um belo filme em homenagem à Lei de Murphy: tudo que poderia dar errado numa despedida de solteiro em Las Vegas, da pior forma possível.
    Um quarteto composto por um bonitão irresponsável, um "nerd" dominado pela mulher, o noivo e o irmão biruta da noiva, vai a Las Vegas para uma despedida de solteiro inesquecível. Mas o evento acaba se tornando uma sucessão de mancadas que tem como consequência o desaparecimento do noivo. Os três padrinhos acordam no quarto luxuoso do hotel que haviam alugado, após a noite de festa que não é mostrada, e deparam-se com várias coisas fora do lugar, um bebê e um tigre estão a lhes fazer companhia e o noivo está sumido. Eles então começam uma busca pelo amigo e por respostas para as bizarrices que vão encontrando pelo caminho.
    A história do filme é muito boa. Ela tem o mérito de despertar a nossa curiosidade quanto aos fatos estranhíssimos que vão acontecendo e somando-se no decorrer da trama. Algumas respostas, porém, são menos criativas do que poderiam ser, como a história do tigre. Posso usar este filme como exemplo para falar sobre o quanto as expectativas que criamos sobre um filme (ou qualquer coisa na vida) quando ouvimos a respeito dele podem tornar-se inatingíveis, dependendo de como as informações chegam até nós. Falaram-me tão bem a respeito, que acabei me decepcionando um pouco. O filme é bom, mas eu esperava rir bem mais.
    O mais legal do filme: a resolução do caso do desaparecimento do noivo. E a cena do "porta-malas surpresa"!

Trailer

Ficha Técnica
The Hangover (2009)
Direção: Todd Phillips
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zack Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham
Duração: 90 minutos 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Rock Of Ages

    "Apenas uma garota do interior, vivendo em um mundo solitário, que pegou o último trem pra lugar nenhum." Ela encontra um garoto da cidade grande e juntos eles seguem vivendo em uma trilha sonora. Os dois mocinhos e todos os outros personagens cantam seus sentimentos durante o filme, já que se trata de mais um musical da Broadway que foi adaptado para o cinema.
    O musical, que se passa na década de 1980, conta a história de Sherrie, uma garota que pega um ônibus para Hollywood com uma mochila cheia de discos e sonhos de ser uma grande cantora. Ela acaba encontrando Drew, um aspirante a rock star que trabalha no Bourbon, um dos bares mais clássicos de Los Angeles (que, imagino, seja uma representação do Rainbow da vida real). Além do par romântico, outros personagens dão nova voz a clássicos do rock, como os malucos Dennis e Lonny, dono e empregado do bar e Patricia Whitmore, primeira-dama engajada numa luta para acabar com o cenário rock 'n' roll da cidade. Mas o destaque mesmo fica com Stacee Jaxx, vocalista de uma super banda de hard rock, com muitos traços de Axl Rose.
    A história pode ser um pouco clichê, ou até romântica demais (em todos os sentidos), mas tem momentos hilários e a trilha sonora não poderia agradar mais os fãs de hard rock: clássicos de Poison, Foreigner, Journey, Def Leppard, Bon Jovi, entre outros, ganham novas versões, sendo inclusive misturadas umas com as outras em apenas uma música, criando efeitos interessantes.
    O mais legal do filme: o Rock 'n' Roll!

Trailer

Ficha TécnicaRock os Ages (2012)
Direção: Adam Shankman
Elenco: Tom Cruise, Julianne Hough, Diego Boneta, Alec Baldwin, Catherine Zeta-Jones, Russel Brand, Malin Akerman, Mary J. Blige
Duração: 135 minutos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Django Livre (Django Unchained)


    Um acúmulo de interpretações e personagens brilhantes, quadros externos belíssimos, sangue, música boa, diálogos fortes, miolos voando, piadas críticas e piadas tolas (sendo que a maioria faz rir). Isto é "Django Livre", segundo a minha percepção. Nada muito novo, considerando que Quentin Tarantino é o diretor e roteirista desta obra de western com quase três horas de duração.
    Após abordar o nazismo para dar vida (e muita morte) a seus personagens em "Bastardos Inglórios" (2009), o cineasta retrata neste filme outra das grandes chagas da humanidade: a escravidão de africanos na América. O cenário é a região Sul dos Estados Unidos no período ligeiramente anterior à Guerra Civil Americana, ao final da qual a escravidão foi proibida.
    Django (nome inspirado numa série de filmes western dos anos 60, cujo ator protagonista faz uma participação neste filme como escravista italiano) é um escravo comum pertencente a um fazendeiro comum até encontrar Dr. King Schultz, um dentista caçador de recompensas (!). Django pode ajudar Schultz em uma de suas caçadas e, por isso, este resolve comprá-lo. E é a partir disto que esta história, que começa muito antes do início do filme, se desenvolve.
    E dou outro motivo, além de todos os já citados, para assistir este filme: a Ku Klux Klan é sacaneada (não encontrei outra palavra melhor) em uma cena hilária, que só não é a melhor cena do filme, porque ele está cheio de cenas incríveis.
    O mais legal do filme: "It's me, baby.". Assistam e entenderão o porque.

Trailer

Ficha Técnica
Django Unchained (2012)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Jamie Foxx, Cristoph Waltz, Leonardo Di Caprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson
Duração: 165 minutos

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Paris, eu te amo (Paris, je t'aime)

    "Paris, eu te amo" é daquele tipo de filme que mal acaba, já dá vontade de assistir de novo. Trata-se de uma produção coletiva, que reúne diretores e atores consagrados e desconhecidos. Faz parte do projeto Cities fo Love. Cada diretor conta sua história em um curta-metragem de 5 minutos. São 18 no total. E o que as histórias têm em comum? O cenário e o amor!
    Todos os filmes são rodados em Paris, em diferentes bairros da Cidade Luz (os títulos dos curtas são referentes ao local onde a história acontece). É interessante notar como a cidade, um todo de diversidade cultural, estrutura física, monumentos, história e figuras características, é um personagem fortemente presente em todas as produções. Não é apenas na fotografia dos filmes que Paris aparece.  Ela é central em cada história.
    O amor, com todas as suas nuances e em diversas formas de expressão, é também comum em todas as histórias. O começo, o fim, a transformação, com humor, sofrimento, fantasia, melancolia. Fiquei com vontade de ter o filme em casa, pra assistir, quando der vontade, a história que mais combinar com meu momento particular (sim, pois os filmes podem ser vistos separadamente).
    O mais legal do filme: como os diretores conseguem criar realidades complexas, interessantes e inteligíveis em tão pouco tempo. A história termina e a sensação é de querer continuar conhecendo aquelas vidas. Cada história daria um longa-metragem, mas talvez o especial seja justamente a brevidade, que nos encanta com o mistério que nos obriga a imaginar. 



Ficha Técnica
Paris, je t'aime (2006)
Organização: Emmanuel Benvihy
Direção: Joel Coen e Ethan Coen, Walter Salles e Daniela Thomas, Olivier Assayas, Frédéric Auburtin e Gérard Depardieu, Gurinder Chadha, Sylvain Chomet, Isabel Coixet, Wes Craven, Alfonso Cuaron, Christopher Doyle, Richard LaGravanese, Vincenzo Natali, Alexander Payne, Bruno Podalydès, Olivier Schmitz, Nobuhiro Suwa, Tom Tykwer, Gus Van Sant.
Elenco: Steve Buscemi, Catalina Sandino Moreno, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Nick Nolte, Maggie Gyllenhaal, Bob Hoskins, Natalie Portman, Elijah Wood, Gena Rowlands e outros.

Duração: 120 minutos