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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Serra Pelada

    Uma parte importante da história recente do Brasil é o mote para o filme "Serra Pelada". O maior garimpo a céu aberto do mundo, que dá nome ao filme, causou, no início dos anos 1980, uma corrida ao ouro perpetrada por milhares de garimpeiros vindos de todas as partes do Brasil. O filme recria com louvor o cenário desolador, caótico e inóspito de um garimpo, muitas vezes misturando imagens reais àquelas fictícias.
    Na história conhecemos Joaquim e Juliano, amigos de infância que, após conhecerem o promissor garimpo de Serra Pelada através dos noticiários, partem para o estado do Pará em busca de ouro para melhorar de vida, assim como tantos outros que encontram por lá. Os dois amigos têm personalidades bastante diferentes, e isso lhes trará, no decorrer da história, alguns problemas definitivos para o desfecho de suas trajetórias. Eles iniciam cavando e contratando alguns homens para o seu barranco. Logo no início arranjam problemas: Serra Pelada é uma terra sem lei, onde manda quem tem dinheiro e armas. O sistema corrompe e "piora a gente".
    Algumas imagens do garimpo, uma montanha que se transformou num grande buraco, como é dito por Joaquim, o narrador da história, são realmente impressionantes. O formigueiro constituído por homens, suor, terra, prostíbulos, ganância e tiros causa angústia e insegurança. O roteiro é bom, ágil, e consegue prender a atenção. Há personagens incríveis, como Lindo Rico, um tipo asqueroso, bandido metido a esperto e que está sempre mastigando alguma coisa.
    O mais legal do filme: a recriação de Serra Pelada, baseada em pesquisas históricas, realizada em três diferentes cidades dos estados de São Paulo e Pará.

Trailer

Ficha Técnica
Serra Pelada (2013)
Direção: Heitor Dhalia
Elenco: Júlio Andrade, Juliano Cazarré, Sophie Charlotte, Wagner Moura, Matheus Nachtergaele
Duração: 100 minutos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Django Livre (Django Unchained)


    Um acúmulo de interpretações e personagens brilhantes, quadros externos belíssimos, sangue, música boa, diálogos fortes, miolos voando, piadas críticas e piadas tolas (sendo que a maioria faz rir). Isto é "Django Livre", segundo a minha percepção. Nada muito novo, considerando que Quentin Tarantino é o diretor e roteirista desta obra de western com quase três horas de duração.
    Após abordar o nazismo para dar vida (e muita morte) a seus personagens em "Bastardos Inglórios" (2009), o cineasta retrata neste filme outra das grandes chagas da humanidade: a escravidão de africanos na América. O cenário é a região Sul dos Estados Unidos no período ligeiramente anterior à Guerra Civil Americana, ao final da qual a escravidão foi proibida.
    Django (nome inspirado numa série de filmes western dos anos 60, cujo ator protagonista faz uma participação neste filme como escravista italiano) é um escravo comum pertencente a um fazendeiro comum até encontrar Dr. King Schultz, um dentista caçador de recompensas (!). Django pode ajudar Schultz em uma de suas caçadas e, por isso, este resolve comprá-lo. E é a partir disto que esta história, que começa muito antes do início do filme, se desenvolve.
    E dou outro motivo, além de todos os já citados, para assistir este filme: a Ku Klux Klan é sacaneada (não encontrei outra palavra melhor) em uma cena hilária, que só não é a melhor cena do filme, porque ele está cheio de cenas incríveis.
    O mais legal do filme: "It's me, baby.". Assistam e entenderão o porque.

Trailer

Ficha Técnica
Django Unchained (2012)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Jamie Foxx, Cristoph Waltz, Leonardo Di Caprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson
Duração: 165 minutos